Esta pesquisa se refere ao uso da Gravura como prática pedagógica no Ensino Fundamental, com crianças de 10 a 12 anos de idade, realizada junto à disciplina de Projeto em Artes Plásticas, do Curso de Educação Artística da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da UNESP – Bauru – São Paulo. O estudo justifica-se na medida em que tais atividades na infância podem significar a prática de uma expressão criativa em meio ao surgimento da construção do pensamento lógico da criança. O uso da linguagem da gravura para uma prática pedagógica consciente no Ensino Fundamental, buscando a construção de uma expressão artística efetiva, é o objeto deste estudo realizado por meio de uma pesquisa bibliográfica e descritiva, para observar, registrar e analisar o fenômeno sem, contudo, manipular suas variáveis.
Os objetivos da pesquisa são: apresentar as características técnicas, históricas e expressivas da linguagem da gravura; identificar as capacidades cognitivas, reflexivas e criativas da faixa-etária sugerida para a pesquisa e refletir sobre a aplicação dessa ferramenta no Ensino de Artes. Os procedimentos metodológicos são: contextualização dos aspectos técnicos e históricos da linguagem da gravura; identificação e descrição das capacidades cognitivas e inventivas da idade das crianças que integram a pesquisa, investigação de práticas com a gravura e suas aplicações no âmbito escolar, assim como sugestões de conteúdos e materiais expressivos. A análise dos dados se constituiu por meio de aproximações críticas e conceituais visando à compreensão e reflexão do tema, dentro do referencial histórico-crítico.
Os resultados indicam que a prática da Gravura estimula a reflexão e as capacidades cognitivas infantis, em virtude de determinados procedimentos em seqüência, que revelam uma maneira específica de expressão, diferente da pintura e do desenho em si. As técnicas gráficas para crianças podem ser moldes vazados, frottagens, xilogravuras e linoleogravuras.