Lívia Seber – Arte-educadora

Arte, educação e o desafio de ser arte-educadora

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Compra de material escolar

Posted by Lívia on 13th janeiro and posted in crianças, escola

Começa o ano e os pais já estão às voltas com as listas de material escolar de seus filhos. Aqui vão algumas dicas para facilitar essa tarefa!

O que comprar (Boas escolhas em que vale a pena investir)

  • Caderno espiral capa dura (capa mais resistente, folhas podem ser arrancadas sem prejudicar o caderno). Cadernos podem ser de marcas mais simples, pois a qualidade do papel (neste caso) não muda muito. O mesmo vale para folhas de fichário.
  • Materiais atóxicos, como corretivo líquido a base de água.
  • Lápis de boa qualidade, pois os mais baratos vão terminar em duas apontadas. Aposte em modelos simples de marcas conhecidas, como os evolution da Bic.

O que não comprar (do que fugir)

  • Material com muito enfeite: pode tirar a concentração da criança, ou levar a competição e comparações indevidas.
  • Caderno brochura (ao arrancar uma folha ele fica todo desajeitado, destrambelhado!)
  • Estojo de “lata”, cabe pouca coisa (já viu um apontador de depósito dentro de um desses?), amassa fácil, faz barulho quando cai…
  • Material escolar de personagens. Compre cadernos de capas mais simples e crie com seu filho capas personalizadas, com recortes de revistas, gibis, ou até mesmo a foto dele!
  • Borracha de resina sintética (borram com mais facilidade). Dê preferência àquelas de látex
  • Lápis de baixa qualidade, de marcas pouco conhecidas, de madeira pouco resistente
  • Canetas muito enfeitadas: são caras, grandes demais pro estojo e muitas vezes pesadas, cansando a mão dos pequenos.
  • Mochila pesada ou grande demais.
  • Mochilas de carrinho, em geral, são desnecessárias para crianças que não vão para a escola a pé.

Estratégias -

  • Pesquise preço: além das papelarias do bairro, consulte sites e lojas online.
  • Não leve as crianças para as compras. Além de ficarem atiçados com os materiais mais caros, os menores acabam se cansando de tanta fila, multidão e pesquisa de preço.
  • Reutilize o que for possível: estojo do ano passado, lápis usados (não muito pequenos). Cadernos antigos podem ganhar capas novas, feitas em casa, com um pouco de criatividade.
  • Compre o material com mais pais, em grandes quantidades, em lojas atacadistas, como a Kalunga. Comprar um kit com 5 cadernos sai mais em conta que comprar um só.
  • Compre blocos de sulfite de 500 folhas ao invés do habitual bloco de 75 folhas.
  • Doe o que não for mais usar. Se tiver algum caderno pela metade e não quiser reaproveitá-lo, doe para alguma instituição, ou mesmo algumas papelarias, é uma atitude solidária e ecológica.

Não deixe de sempre identificar o material do aluno: escreva o nome e o ano do aluno nos cadernos, cole etiquetas…

“Ensinando crítica nos museus”

Posted by Lívia on 15th dezembro and posted in Artigo

Como aluna especial da disciplina “Arte-educação e museologia: introdução ao estudo da apreciação estética em exposições” ministrada pela professora Dra. Maria Christina Rizzi, no mestrado da USP, fiz essa apresentação de slides sobre o texto “Ensinando crítica nos museus”, de Robert W. Ott, presente no livro “Arte-educação: leitura no subsolo” de Ana Mae Barbosa.

O texto fala sobre a apreciação de obras e da importância da relação museu-escola, ressaltando as instituições e pessoas que foram pioneiras nesse assunto, como Henry Cole. Ott ainda trata do métedo de apreciação deThomas Munro e de seu próprio método de apreciação, o image watching.

E você, frequenta exposições? Costuma levar seus alunos a museus? Como procede nas visitas?

Que tal ampliar sua apreciação?!

Encontro da Proaaesp

Posted by Lívia on 10th dezembro and posted in Uncategorized

No último sábado,  5 de dezembro, aconteceu na ECA-USP o encontro regional da Associação de Arte/Educadores de São Paulo.

Foi um encontro de reorganização da associação, que existe desde os anos 80. Foram convidados para falar 3 palestrantes, e suas falas foram transmitidas pelo IPTV da USP. O tema foi “Polivalência, Interdisciplinaridade e Interterritorialidades no ensino da Arte”.

Os convidados da mesa-redonda foram Lilian Amaral, Bruno Fischer e Fernando Isao Kawahara.

Lilian Amaral falou sobre interterritorialidade, ensino e mediação.

Bruno Fischer levou a proposta curricular à discussão.

Fernando Isao Kawahara apresentou sua experiência a frente do Centro Educacional Pioneiro, valorizando o trabalho coletivo.

É bom ver que há mais arte/educadores empenhados em se reorganizar e entrar em contato, trocar informações. Muitas vezes, por estarmos dispersos, acabamos sendo preojudicados pelas políticas públicas. Além do fato de que encontros como esses ajudam a enriquecer nossa vivência e nossa prática.

Rodin no Masp

Posted by Lívia on 7th dezembro and posted in Uncategorized

Rodin, do ateliê ao museu – fotografias e esculturas

Fui conferir a exposição Rodin, do ateliê ao museu, que está em cartaz no Masp até o dia 13 de dezembro. É possível apreciar quase 200 fotografias e mais de 20 esculturas do artista francês.
Embora as esculturas sejam o centro do trabalho de Rodin, é nas fotografias de outros artistas que se encontra um material riquíssimo para discutirmos a relação entre obra e autor e, ainda mais, a relação que o escultor tinha com a finalização de suas peças. Em muitas fotografias o francês fez anotações e desenhos sobre as imagens, num processo de reflexão sobre a criação, chegando até a cortar a fotografia.

É difícil uma exposição tratar tanto do processo de produção e criativo. Nesta exposição, além das fotografias, são apresentados vídeos sobre o artista e a técnica de produção de novos exemplares da escultura, por meio do cire perdue.

Esse vídeo conta um pouco mais da mostra:

Pra terminar, como sempre, alguns links:

http://www.jornaloimparcial.com.br/?p=5385
http://www.terra.com.br/istoe/1670/artes/1670_divina_comedia.htm
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u643722.shtml
http://entretenimento.uol.com.br/album/rodin_masp_album.jhtm?abrefoto=6
http://www.masp.art.br/servicoeducativo/assessoriaaoprofessor-dez07.php
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u645913.shtml

UPDATE: A exposição foi prorrogada até 03 de janeiro.

Materiais artísticos: lápis de cor

Posted by Lívia on 3rd novembro and posted in Sem categoria

- E os lápis de cor? – já pergunta aquele mais afoito…

Lápis de cor são também instrumentos para desenhar, escrever e sobretudo COLORIR!!! São feitos de forma semelhante ao lápis de grafite, com a diferença que seu “grafite”, na verdade, não tem grafite! É uma mistura basicamente de cera e pigmentos.

Lápis de cor

Lápis de cor

Tipos de lápis de cor

Os lápis de cor comuns são utilizados para colorir. Existem também os lápis de cor aquareláveis, que também tem a função de dar cor, mas podem ser usados de duas maneiras: colorindo normalmente ou, após colorir, passar o pincel um pouco molhado, dando um efeito de aquarela ao desenho.

Há os lápis metálicos, com pigmentos cintilantes que dão um aspecto metalizado ao desenho, com cores como dourado, acobreado e prateado. Ficam muito bem sobre papéis escuros, mas podem fazer belos detalhes no papel claro junto a cores comuns.

Tem as caixas de lápis fluorescentes ou “neon”, que nada mais são do que lápis em cores mais fortes e luminosas. Também ficam bem em papéis escuros.

Vi no site da Faber Castell lápis de cor apagáveis. Ainda não experimentei, mas acho que seria uma boa, já que lápis de cor é um negócio danado de apagar, e as borrachas feitas para isso, se esfregadas com força, podem estragar o papel, rasgando, furando.No site eles não explicam muito como é e não tem fotos de como fica. O primeiro que testar vem aqui contar!

Geralmente os lápis são vendidos em caixas de 12 cores (geralmente variando entre o vermelho, amarelo, verde, azul, ocre, preto, branco, vinho, azul escuro, marrom, amarelo-nápoles – vulgo “cor de pele”, roxo, laranja e marrom). É possível encontrar caixas de 6 até com mais de 50 lápis, mas acho que o legal é começar com 12.

Encontramos lápis redondos, triangulares e sextavados (já falei sobre o formato deles no post anterior). Também existe uma linha com esferas no corpo do lápis, para garantir mais firmeza na pega, e os lápis Jumbo, indicados para crianças pequenas. E temos lápis com o grafite um pouco maior, o que faz a ponta ficar mais resistente e, ao ser apontado com estilete, pode criar uma ponta grande.

Por fim, alguns links interessantes sobre o mundo dos lápis de cor:
http://mundoestranho.abril.com.br/ciencia/pergunta_287854.shtml
http://desmat.no.sapo.pt/mit_lapiscor.html
http://4pilares.zi-yu.com/?page_id=1066
http://elianatine.com.br/category/lapis-de-cor/
http://www.amopintar.com/lapis-de-cor
http://www.atelier-online.com/lapis-de-cor.html
http://www.clickmoda.com.br/tecidinhos-cores-e-papel-vegetal/

Sites de fabricantes:
http://www.acrilex.com.br/produtoDetalhe.asp?id=108
www.fabercastell.com.br
www.labra.com.br
www.molin.com.br
http://www.prismacolor.com/sanford/consumer/prismacolor/product/subCategory.jhtml?subCat=SNPRCat100002
http://www.bicworld.com/inter_pt/stationery/coloring/index.asp#

A imagem que ilustra este post é de Chevre.

Materiais Artísticos: O lápis!

Posted by Lívia on 24th outubro and posted in Sem categoria

Existe uma gama de materiais que podem ser usados em atividades artísticas. Desde as tintas mais sofisticadas até os materiais mais comuns, passando por sucata e softwares de manipulação de imagens. Acredito que para começar, é preciso o domínio do traço. Então, para falar desses materiais, resolvi começar pelo tipo mais familiar de todos: os lápis!

Lápis de grafite HB.

Os lápis são objetos para escrever, desenhar e riscar, feitos de grafite. O grafite é um composto de Carbono (assim como o Diamante!). Misturado em diferentes proporções com argila, faz as minas que temos nos lápis e lapiseiras.

Lápis de grafite:

São os lápis de escrever e para desenho artístico, chamados de graduados. Sua graduação é conforme a dureza, 2H, H, F, HB, B, 2B, 3B, 4B, 5B ao 6B (em alguns importados, a escala abrange do 12H ao 12B), sendo os H mais duros (Hard) e os B mais macios (Brand ou Black). Já o F vem de Fine.

As diferentes durezas do grafite.

O lápis 8H é usado também para litogravura, ao escrever na pedra. Os demais H são usados para as áreas claras do desenho, inclusive em papel vegetal e polyester. Do 6B em diante são usados para as áreas mais escuras e sombreadas do desenho, e também podem ser usados na taquigrafia.

O HB é o bom e velho lápis de escrever nº 2. Existe nas mais diversas formas e cores. Pode ser redondo, sextavado ou triangular. Eu, particularmente, não gosto de lápis redondo porque rolam sobre a mesa (e acabam caindo e quebrando a ponta) e quando precisam ser apontados a mão desliza muito. Já os lápis sextavados ou triangulares são mais fáceis de apontar e podemos deixar sobre a mesa sem muita preocupação. Para crianças pequenas, a partir de 3 anos, os lápis triangulares tamanho Jumbo são ainda melhores porque são maiores, ideais para mãos ainda sem muita firmeza.

Os lápis da linha grip também são bons pois aquelas bolinhas de borracha no corpo do lápis evitam que ele escorregue quando escrevemos, desenhamos e principalmente apontamos! Devemos também ter cuidado com enfeites na ponta do lápis, porque se forem muito pesados podem cansar a mão ou causar dores.

Existem também as barras de grafite integral. Parecem com giz de cera, pois não têm madeira em volta, só um grafite mais grosso, de menor dureza (a partir do 6B). São boas para usar em diferentes direções, deitados, podem ser quebradas ou raspadas para esfumar o pó, sombreando o desenho.

O apontador também é importante! É importante escolher um de boa qualidade, e para quem quer investir, os de metal são uma boa, pois ficam menos tortos que os de plástico. Modelos com depósito são ótimos na escola, assim evitam que suje tudo ou que precise levantar várias vezes. Para quem usa lápis Jumbo, existem apontadores específicos, maiores, e modelos com 2 buracos. Mas lápis não são apontados só com apontadores. Para os mais experientes, o estilete é ótimo. Com ele é possível fazer pontas diferentes no lápis, mais compridas, quadradas… Mas todo o cuidado é pouco com uma lâmina! Sempre lembre de apontar com movimentos em direção para fora do corpo e nunca deixar na mão de crianças.

A borracha deve ser bem escolhida. Prefira as de látex que as de vinil. As de látex borram menos.

A dica final é investir em bons materiais, mesmo para crianças. Não estamos falando de material profissional, importado. Mas lápis de boas marcas, que tenham a madeira macia para apontar e um bom grafite. Em material escolar o barato sai caro muitas vezes.

Links!

http://ciencia.hsw.uol.com.br/questao465.htm
http://www.canalkids.com.br/arte/pintura/lapis.htm
http://www.webart.com.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=134&Itemid=44
http://www.faber-castell.com.br/33633/Institucional/Curiosidades/default_ebene2.aspx

As fotos que ilustram esse post são de Daniel German e Sérgio R. Ferreirinho, respectivamente.

Exposição "Matisse hoje" (Matisse Aujourd'hui)

Posted by Lívia on 27th setembro and posted in Exposições e eventos

Está em cartaz, até o dia 1º de novembro a exposição “Matisse hoje/Aujourd’hui” na Pinacoteca do Estado, em São Paulo-SP. Essa mostra traz cerca de 80 obras do francês, provenientes de coleções públicas e privadas.

Na exposição é possível admirar, de um lado das salas, obras do artista, e do outro lado, obras de artistas contemporâneos (Cécile Bart, Christophe Cuzin, Frédérique Lucien, Pierre Mabille e Philippe Richard) que dialogam com a estética do trabalho do homenageado, especialmente em relação às cores. Entre as obras de Matisse há interiores vermelhos, odaliscas e os famosos recortes em guache que originaram o livro Jazz, de 1947. Eu visitei a exposição num sábado, dia movimentado, mas pude apreciar cada obra!

Por que visitar a exposição?

  • Reunir novamente tal conjunto de obras, bastante abrangente da carreira do artista, será difícil no Brasil.
  • É a primeira exposição individual de Matisse na América Latina
  • A entrada é barata, gratuita aos sábados e para menores de 10 anos.

É possível também agendar visitar guiadas. Aproveite também e compre o ingresso conjunto para a Estação Pinacoteca e veja a exposição da artista Leda Catunda e as gravuras de Faiga Ostrower.

Levando Matisse para a sala de aula

As cores vivas das obras de Matisse atraiam os pequenos. Levar as propostas dos recortes em guache é uma forma de mostrar uma produção artística visual além do “óleo sobre tela”, e também menos pretensiosa que a arte contemporânea. As crianças podem se identificar com os animais, a temática circense, as formas orgânicas e fluidas. Essas obras ainda propiciam o desenvolvimento da coordenação motora fina ao recortar, a discriminação visual e o reconhecimento de cores, bem como suas combinações e contrastes.

Com alunos mais velhos, além dos recortes, abordar temas como perspectiva e composição a partir dos interiores vermelhos, e a representação da figura humana a partir das odaliscas pode gerar ótimos trabalhos.

Links:
http://www.pinacoteca.org.br/index.php?pagid=exposicoes&exp=temporarias
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u619653.shtml
http://anodafrancanobrasil.cultura.gov.br/br/2009/09/05/primeira-mostra-individual-de-henri-matisse-no-brasil-e-inaugurada-em-sao-paulo/
http://www.mapadasartes.com.br/listann.php?pid=11598

Mestre Didi e Rubem Valentim como foco de atividade artística escolar

Posted by Lívia on 21st novembro and posted in Artigo

O relato de experiência se refere às ações realizadas no Estágio Supervisionado, na disciplina Prática de Ensino, no curso de Educação Artística, UNESP – FAAC – Bauru, no ano de 2008. O estágio constitui-se numa etapa fundamental para a formação inicial dos futuros educadores, pois proporciona a vivência do corpo discente e docente das instituições escolares do Ensino Infantil ao Superior. Dessa forma, o estágio proporciona a possibilidade de extensão universitária às escolas, permitindo ampliação e atualização de conteúdo e práticas educacionais tanto aos professores e alunos das escolas sede de estágio quanto para os alunos licenciandos e seus supervisores. As ações do projeto “Rubem Valentim e Mestre Didi como foco de atividade artística escolar” aconteceram na E. E Prof. Luiz Castanho de Almeida, em Bauru-SP.

Os objetivos propostos foram: aproximar as práticas artísticas escolares da arte contemporânea, valorizar a diversidade da cultura nacional, e de forma especial à arte afro-brasileira, e o projeto pode assim promover atividades artísticas que ultrapassaram a esfera da pintura e do desenho. As ações educativas ocorrem no desenvolvimento da etapa de regência do estágio, com turmas de 6ª, 7ª e 8ª série. Os trabalhos produzidos pelas turmas, inspirados em Rubem Valentim e Mestre Didi, englobaram gravura e escultura, linguagens relevantes para a arte contemporânea brasileira, mas pouco divulgadas na realidade escolar.

Os artistas plásticos escolhidos trazem além de grande apelo visual em suas formas, a cultura e religiões afro-brasileiras, que estão relacionadas à diversidade cultural, dos saberes transversais dos Parâmetros Curriculares Nacionais. No desenvolvimento das atividades, os alunos assistiram aos vídeos do Projeto Arte na Escola, estudaram o tema em questão, além de lerem visualmente as imagens nas pranchas, livros e imagens digitais. Assim, puderam elaborar suas próprias obras, que, prontas, foram expostas na semana cultural do colégio e que serão expostas no Pólo Bauru Arte na Escola.

A gravura no Ensino Fundamental ciclo II

Posted by Lívia on 21st novembro and posted in Artigo

Esta pesquisa se refere ao uso da Gravura como prática pedagógica no Ensino Fundamental, com crianças de 10 a 12 anos de idade, realizada junto à disciplina de Projeto em Artes Plásticas, do Curso de Educação Artística da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da UNESP – Bauru – São Paulo. O estudo justifica-se na medida em que tais atividades na infância podem significar a prática de uma expressão criativa em meio ao surgimento da construção do pensamento lógico da criança. O uso da linguagem da gravura para uma prática pedagógica consciente no Ensino Fundamental, buscando a construção de uma expressão artística efetiva, é o objeto deste estudo realizado por meio de uma pesquisa bibliográfica e descritiva, para observar, registrar e analisar o fenômeno sem, contudo, manipular suas variáveis.

Os objetivos da pesquisa são: apresentar as características técnicas, históricas e expressivas da linguagem da gravura; identificar as capacidades cognitivas, reflexivas e criativas da faixa-etária sugerida para a pesquisa e refletir sobre a aplicação dessa ferramenta no Ensino de Artes. Os procedimentos metodológicos são: contextualização dos aspectos técnicos e históricos da linguagem da gravura; identificação e descrição das capacidades cognitivas e inventivas da idade das crianças que integram a pesquisa, investigação de práticas com a gravura e suas aplicações no âmbito escolar, assim como sugestões de conteúdos e materiais expressivos. A análise dos dados se constituiu por meio de aproximações críticas e conceituais visando à compreensão e reflexão do tema, dentro do referencial histórico-crítico.

Os resultados indicam que a prática da Gravura estimula a reflexão e as capacidades cognitivas infantis, em virtude de determinados procedimentos em seqüência, que revelam uma maneira específica de expressão, diferente da pintura e do desenho em si. As técnicas gráficas para crianças podem ser moldes vazados, frottagens, xilogravuras e linoleogravuras.

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